A Minha Paixão por Patchwork e Quilts
A minha paixão por patchwork e quilts, vem de há muito tempo. Mesmo antes de saber o que eram já gostava. Estranho? Não é! Quantas vezes nos envolvemos já adultos em temas novos para perceber que, quando éramos crianças, já revelávamos o gosto por aquilo que hoje descobrimos?
Sempre gostei de trabalhos manuais e cresci com os ensinamentos da minha avó Isaura e da tia Eulália em tricot e croché. A minha primeira experiência com uma máquina de costura foi com as antigas e não correu bem: “Estás a costurar ao contrário!!”. Mesmo com esse desaire, ficou o fascínio pela máquina de costura. Percebi que adorava máquinas e ferramentas e usá-las para criarmos os nossos projetos.
A vida evoluiu e foram raras as ocasiões em que voltei ao tricot ou croché. Chegava a comprar revistas e linhas, mas poucas foram as peças acabadas. Sem problema! Sem culpa! O cansaço, a falta de tempo, outras prioridades afastam-nos desses nossos prazeres.
Com a máquina de costura, ainda pior! Cheguei a participar num estudo de mercado só para ganhar de graça uma máquina de costura muito básica que ficou anos arrumada na sua caixa.
Sem saber fazer nada, adorava tudo quanto eram coberturas de cama, capas de edredão, mantas e mantinhas de todos os tamanhos. As texturas, as cores, os tecidos, fascinavam-me.
Entretanto veio o Covid e fui avó. Tudo mudou, mesmo tudo.
O Covid deu-me um tempo livre que desconhecia. Um tempo livre, livre de culpas por não estar a trabalhar. Não podia fazer mais do que fazia. Resumi o tempo dedicado ao meu negócio às manhãs e de tarde virei-me para a casa e para a quinta (vivo numa quinta) e para aquilo para o que nunca havia tempo: a costura.

Desempacotei a máquina e comecei a descodificar o seu funcionamento (nem livro de instruções tinha). Graças aos vídeos na net, aprendemos tudo! Passar a linha, encher as bobines, calcadores, botões diversos etc. Só juntar dois tecidos era uma aventura, mas tinha começado a costurar na máquina, finalmente!
Claro que depois dos primeiros passos queremos fazer uma peça! Qualquer uma! Do princípio ao fim! Já andava a namorar aquelas cobertas de cama com enormes quadrados de tecidos de cores contrastantes e o meu sonho era fazer uma assim.
Lembram-se que disse que tinha sido avó? Pois foi, o Gui nasceu em pleno Covid em Maio de 2020 numa altura de confinamento.
Claro que canalizei os meus ímpetos criativos para ele. Queria fazer uma coberta para ele. Projeto perfeito para quem começa por ser pequeno. Na procura de inspiração nas imagens do Pinterest tropecei inevitavelmente nos patchworks e quilts!
Devorei inúmeros vídeos de iniciação ao tema, arranjei uns tecidos pela Amazon e atirei-me! Como era um trabalho pequeno não foi muito complicado. Claro que devo ter demorado uns três dias a fazer o que agora faria em três horas. Mas é mesmo assim que se começa. O prazer que senti na preparação, cortes, distribuição dos blocos de tecidos, costurar, ver tudo a formar-se e finalmente chegar ao fim… foi indescritível. Tinha feito o meu 1º quilt!
De repente todas as peças soltas daquilo que sempre gostei se encaixaram na minha cabeça. O fascínio pelos tecidos, as cores, o lado criativo para a execução de um projeto, a montagem das peças, a utilização da máquina de costura, a aprendizagem de uma arte! Era isto que eu queria fazer e aprender cada vez mais.
Ao ver os trabalhos na net com aqueles tecidos fascinantes, verifiquei que não conseguia encontrá-los nas lojas que visitava (e visitava muitas!). Como o hábito de patchwork e quilt não é muito divulgado em Portugal, não era fácil encontrar a vasta gama de tecidos que queria, assim como uma série de ferramentas e acessórios próprios para o efeito.
Com o meu espírito empreendedor e habituada a comércio internacional, decidi fazer uma importação de tecidos dos designers que via nas publicações, blogs e sites, sobretudo americanos. Assim começou uma nova fase desta aventura. Uma nova dimensão.
Passei da apaixonada para aquela que quer partilhar a sua paixão com as almas gémeas que eu sei que existem, com tecidos e materiais com a qualidade e estética do mais alto nível.
Sem presunção, quero partilhar o que aprendi, criar uma comunidade de entusiastas com partilha de ideias num ambiente livre de críticas, com felicidade e boa disposição.
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